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Como podar sua árvore de preocupações



Você é do tipo que tem uma árvore de “Se” na cabeça? 
 
“E se eu perder o emprego ...”
“E se eu ficar doente ...”
“E se essa pandemia não acabar ...” 

Por que nos preocupamos? 

Todos temos uma árvore de preocupações na cabeça. Essa árvore de preocupações é importante porque ela ajuda a nos preparar para o perigo. Ou seja, quando nos preocupamos com algo que pode vir a acontecer, tomamos uma série de medidas para resolver previamente aquela situação.

Por exemplo, se você tem uma entrevista importante de emprego, pode tentar ensaiar antes o que vai dizer, imaginar quais perguntas vão fazer, etc. É normal sentir-se ansioso e ficar um pouco preocupado enquanto se prepara.

E quando isso começa virar um problema?

Apesar de essa árvore de preocupações ser essencial na nossa vida, é preciso saber quando devemos podar os galhos, caso contrário, a preocupação passa do ponto e a ansiedade cresce até deixar você paralisado.

O nervosismo exagerado deixa a pessoa travada, impede que ela faça suas tarefas e atrapalha os seus compromissos. Isso tira a autonomia e prejudica a realização de atividades simples da rotina. Imagine, por exemplo, que você fique tão preocupado com a tal entrevista de emprego que mal consegue falar, fica gaguejando e suando frio ... A preocupação, quando é excessiva, pode botar tudo a perder e prejudicar você.

Em alguns casos mais graves podem surgir crises de pânico, TAG, TOC, depressão, alcoolismo, fobia social e estresse pós-traumático, por exemplo. 

Como resolver esse problema? 

Primeiro, você precisa analisar todos os galhos da sua árvore de preocupações, para saber o que você vai podar e quais galhos você deve deixar. 

Olhando a figura acima, siga os seguintes passos:

1 - Em primeiro lugar, se questione “o que está me preocupando?”. Analise se a sua preocupação é uma situação hipotética ou alguma ameaça real. Por exemplo, imagine que você tem medo de ter com uma doença grave no futuro. Essa é uma preocupação hipotética porque a doença não existe, nesse exato momento, mas pode vir a acontecer, dependendo dos seus hábitos alimentares, por exemplo.

2 - Em seguida, questione-se “o que posso fazer a respeito dessa preocupação?”. Nesse caso, você poderia se alimentar bem, praticar exercícios físicos, enfim, manter hábitos saudáveis.
No caso de alguém que enfrenta uma ameaça real de perda de emprego, hipoteticamente, é importante criar um plano de ação (O que fazer? Como fazer?). 

- Atualizar o currículo
- Sondar novas vagas de emprego na internet
- Distribuir o currículo
- Pensar em soluções criativas para ajudar a empresa a não entrar em falência 

3 – O terceiro passo é se perguntar “quando fazer?”, ou seja, quando colocar seu plano de ação em prática. Se você puder fazer agora, faça! Libere sua mente dessa preocupação, senão ela vai ficar trabalhando e sempre lembrando você de que existe algo a ser resolvido.

Se você não puder fazer agora, agende uma data futura para seguir os passos do seu plano de ação, registre na agenda, coloque um alarme! O importante, nesse passo, é registrar a informação do “quando fazer” de uma forma confiável.

Se você não lista as coisas que precisa fazer, a sua mente continua lembrando você disso o tempo todo,  muitas vezes em momentos em que não pode fazer nada a respeito delas, o que é um problema. 

A mente não entende passado e de futuro. Isso significa que, quando que você diz a si mesmo que precisa fazer determinada coisa e armazena essa informação, uma parte de você acha que deveria estar fazendo aquilo o tempo todo. Isso gera frustração, estresse e confusão mental.

Quando você lista as ações que deve tomar e agenda uma data, toma sua decisão do quê fazer, como fazer e quando fazer. Essa decisão acalma sua mente e libera sua energia para outros processos criativos.

Em suma, nossa árvore de preocupações é essencial porque “pensar antecipadamente” nos permite prever problemas, o que nos dá a oportunidade de planejar soluções.

Quando nos ajuda a alcançar nossos objetivos, a preocupação pode ser útil, mas muitas vezes nos deixa ansiosos ou apreensivos. 

Quando nos preocupamos excessivamente, muitas vezes pensamos nos piores cenários e sentimos que não seremos capazes de lidar com eles. 

“Sou um velho homem e conheci muitos problemas, mas a maioria deles nunca existiu”
Mark Twain.

Por isso, use a árvore de preocupações como um mapa para te ajudar a praticar um novo modelo de pensamento, ou seja, mudar a forma como você estrutura seus pensamentos ou linhas de raciocínio. Assim, você vai encarar as situações do dia a dia de uma forma mais leve e menos estressante.


Convido você também a me seguir nas minhas redes sociais, onde eu sempre disponibilizo conteúdo informativo sobre emagrecimento e o impacto do estado emocional nos hábitos alimentares. 

Lá você vai encontrar muitas dicas para melhorar seus hábitos e reduzir a ansiedade.